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CABO
FRIO - Arquivo
dezembro/2007 - Teatro
Municipal de Cabo Frio







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CABO
FRIO: O BAIRRO DA PASSAGEM
O bairro da Passagem, em Cabo Frio, é tido como
o lugar urbano mais antigo da cidade. A sua denominação
se deve ao fato de existir no local um porto que fica às
margens do Canal de Itajuru que era antigamente ponto de
embarque e desembarque de mercadorias, aí incluído
o tráfego de escravos e também do pau-brasil.
Este havia em profusão generosa nas matas nativas
de nossa região.
O bairro da Passagem abrigou, ao longo de sua história,
atividades de pesca e navegação e servia também
como local de moradia. O bairro surgira em princípio
para servir de ponto de apoio na travessia do Canal de Itajuru.
As riquezas histórica e arquitetônica da Passagem,
entretanto, acabaram por transformar o sítio em um
agradável ponto turístico.
Suas ruas estreitas conservam um calçamento bem
antigo. Suas casas são em estilo colonial do século
passado. De uma maneira geral as casas ostentam janelas
baixas e coloridas e pertencem todas ao patrimônio
histórico. Muitas das casas do bairro da Passagem
conservam na sua cobertura as conhecidas e famosas telhas
que, segundo consta pela história, eram moldadas
nas coxas das escravas grávidas.
Bem no centro do bairro se localiza a Igreja de São
Benedito que foi construída no ano de 1701, no largo
do mesmo nome, e tem no seu altar mor o santo negro, S.
Benedito. Ela nasceu para abrigar, à época,
os escravos negros aos quais não era permitido freqüentar
a mesma igreja dos brancos, ou seja, a Matriz de N. Senhora
da Assunção, situada na Avenida Assunção,
no centro.
Se a capela da Igreja de S. Benedito não ostenta
a beleza barroca da Matriz por outro lado é considerado
que sua riqueza está na simplicidade do seu estilo.
A Passagem foi berço dos blocos carnavalescos que
marcaram a presença da cultura negra no local.
Procurei mostrar-lhes um pouco da Passagem nesta rápida
documentação fotográfica com um total
de 17 fotografias, sempre valorizando as regras básicas
da arte fotográfica. Apenas 3 fotos foram feitas
aqui em casa, mas entendi que elas se enquadram perfeitamente
no espírito desta reportagem.
Francisco Simões. (Novembro / 2007)
















DOCUMENTANDO
CABO FRIO – Posto 2
Nesta atualização eu apresento
para vocês o que antes se convencionou chamar de o
“Posto Dois”. No passado nada havia ali, apenas
dunas, praia e mar e os pequenos caranguejos que vinham
nos saudar. Hoje tudo mudou, para melhor e muito mais bonito,
é verdade, mas os caranguejos sumiram. O marco do
Posto 2 também.
Muito prédios foram fechando a orla
marítima, com um gabarito até agora respeitado.
As barracas novas são elegantes, bem elaboradas,
o gramado tem sido conservado, os jardins também.
Espero que continue assim. Ali está a calçada
para os adeptos das caminhadas que vai até após
o Hotel Malibu.
Nos fins de semana e durante os feriados
e as férias algumas daquelas barracas promovem shows
ao vivo. É verdade que nas férias costuma
sempre ser armado um grande palco em plena areia da praia.
Durante a manhã e à tarde há grupos,
de todas as idades, fazendo ginástica comandada por
professores. À noite há sempre shows.
O amigo que fotografei ao volante do jipe
branco é meu amigo há muitos anos, o meu xará
Francisco, dono da barraca “Baleia Azul”. Este
nome tem história que um dia eu conto. O Chico é
barraqueiro, sim, mas uma pessoa que se dedica muito à
boa leitura. Me impressiona a cultura geral do bom amigo.
Do outro lado onde ficam as barracas encontra-se
um Posto de Atendimento a Turistas, da Prefeitura. Bem localizado
e atuante. As estátuas de crianças brincando,
que enfeitei mais com a presença dos sobrinhos de
Marlene, meus netos meio por adoção, são
bem recentes.
Ao lado do Posto há um pequeno parque
onde as crianças podem brincar à vontade.
Este é o Posto Dois que eu não poderia deixar
de mostrar a vocês. Um marco muito bonito desta linda
Cabo Frio. Espero que se deleitem com as fotos e desculpem
a minha presença numa delas dando uma de Alfred Hitchcock
que sempre aparecia em alguma cena rápida em todos
os seus filmes. Mal comparando, claro.
Francisco Simões. (Setembro / 2007)


























DOCUMENTANDO CABO FRIO 5
- Aeroporto –
Nesta atualização apresentarei a vocês o pequeno mas bonito aeroporto
desta linda cidade de Cabo Frio (RJ). Ele foi inaugurado
no ano de 2002 e agora está passando por obras de ampliação,
especialmente de suas pistas.
Sua localização é fora do centro da cidade embora nas proximidades da
avenida que nos conduz ao aeroporto já existam casas face
ao crescimento urbano por que vem passando Cabo Frio há
alguns anos.
Suas instalações, como verão pelas fotos, são pequenas, porém acredito
que devam atender às necessidades do funcionamento do mesmo.
Ele já contém todo o equipamento necessário para seu breve
início de atividades.
Segundo me disse o controlador que atuará no aeroporto, no próximo verão
é possível que já tenhamos linhas nacionais e também vôos
internacionais, especialmente ligando nossa cidade a Buenos
Aires.
O estacionamento é amplo e bem localizado. Do aeroporto assiste-se a um
belo pôr-do-sol quando o bom tempo nos permite, claro.
Esperemos que o nosso aeroporto seja algo de muito útil que incremente
o turismo todavia não nos traga outro tipo de preocupação
que por ora não temos. Aguardemos.
Francisco Simões. (Agosto / 2007)




















DOCUMENTANDO CABO FRIO
- 4
Festa de Corpus Christi
Hoje trago para vocês uma documentação
fotográfica bem completa da bonita festa de Corpus
Christi que todo ano, em junho, se repete aqui em Cabo Frio.
Empresas e/ou pessoas isoladamente, ou em grupos, constroem
os já famosos “tapetes de sal” que são
a seguir coloridos com spray. Alguns são verdadeiras
obras de arte.
Isto ocorre em grande parte da Avenida Assunção.
Costuma tomar os dois lados da via, como verão nas
fotos, num total de cerca de 3 quilômetros no total.
Os temas deste ano foram naturalmente a paz mundial, tão
ansiada, assim como a defesa da natureza em todos os sentidos
e o Pan. Entre alguns “tapetes” há uma
pequena faixa para que pessoas possam atravessar de um lado
para o outro sem destruir as obras expostas.
A partir das 16 horas começou, no coreto da praça
principal, em frente à Igreja Matriz, a Missa Campal.
O bom padre José Júlio, nosso pároco
há anos, a conduziu. Um grande coral entoava canções
religiosas apropriadas para o evento. Por volta das 17:30
horas iniciou-se a procissão de Corpus Christi, quando
já escurecia.
Procurei fazer uma documentação bem fiel
dos melhores “tapetes”, mostrando também
duas imagens da procissão e, ao final de tudo, a
equipe da limpeza urbana desfazendo os bonitos trabalhos
artesanais. Uma tarefa necessária e muito cansativa
que leva horas sendo realizada. Homens e máquinas
devolvem a limpeza ao asfalto da Avenida. Usei, no total,
33 fotos.
Depois nos dirigimos à bela e convidativa Confeitaria
Branca para aquele lanche que nossos estômagos ansiavam.
Era o final de uma nota etapa desta festa cristã
realizada anualmente em nossa linda Cabo Frio. No próximo
mês deverei apresentar uma documentação
do magnífico aeroporto de nossa cidade. Aguardem.
Francisco Simões. (Julho / 2007)






































































































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