Amigos, hoje homenageio outro bom amigo da antiga, gente da
melhor qualidade. Refiro-me ao professor João Gomes
André que integrou a valorosa equipe do primeiro DESED
comandado por Admon Ganem e depois pelo professor Joaquim
Amaro, outro amigo, que como André, mora de graça
no meu coração, para sempre.
João André atuou no setor que elaborava as
provas para os antigos concursos do Banco do Brasil, comandado
pelo também valoroso professor Viguê Loureiro.
Foi pelos livros deste que eu estudei e muito, quando jovem,
para me submeter ao concurso do BB e ter sucesso logo na primeira
tentativa.
Muitos anos depois de a vida nos ter conduzido a caminhos
bem distintos eis que o destino, só pode ter sido ele,
nos proporcionou um reencontro, ainda nos anos setenta, no
então Serviço de Mecanização do
BB. Ele já pertencia a uma pequena equipe de um setor
de Comunicação Áudio Visual que a Chefia
daquele Departamento estava criando.
Baseado na experiência que eu tinha no assunto resolveram
me convidar para comandar o setor. Claro que inicialmente
recusei, educadamente, alegando estar lá uma pessoa
que eu conhecia, que era mais do que gabaritado para aquela
função, ex colega no Departamento de Treinamento
de Pessoal, amigo dos melhores, professor, e com mais anos
de Banco do que eu.
O Chefe não aceitou meus argumentos mesmo reconhecendo
o valor e todos os méritos do nosso bom André
por mim referidos. Este, por seu turno, acabou me deixando
à vontade ao me dar todo o seu apoio e se pondo inteiramente
à disposição para colaborar em tudo que
eu precisasse. Pessoa de uma dignidade, de uma simplicidade,
cuja honradez parece estar meio em desuso hoje em dia.
Este, amigos, é o nosso João André,
que modestamente eu homenageio no meu site pessoal, como tenho
feito com outros bons amigos, divulgando um texto de sua autoria
no qual é fácil perceber-se a retidão
de seu caráter pelo sentido crítico que dá
às palavras ao condenar a execrável "Lei
de Gerson". André, como eu, nasceu em Belém
do Pará, mas logo com menos de um ano de idade sua
família teve que se transferir par Manaus.
Convido-os a ler "Lei de Gerson" de autoria do
amigo e professor João Gomes André.
Francisco Simões. (Abril/2009)
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“LEI DE GERSON”
Ficou
conhecida como “Lei de Gerson”, a partir de um comercial feito
pelo famoso jogador de futebol há muitos anos, a mania que
algumas pessoas têm de querer levar vantagem
em tudo, ainda que causando prejuízo aos outros.
É um grave desvio das normas de convívio social, que
cabe a todos condenar e combater.
Os
exemplos estão aí, em grande quantidade: aqueles que furam
as filas, os que avançam pela contramão quando o trânsito
está lento, os que adulteram a qualidade ou o peso das mercadorias,
os que fraudam concorrências e concursos, os que criam dificuldades
para vender facilidade...
Querer levar sempre vantagem em tudo é uma filosofia de vida que é filha
do egoísmo com o egocentrismo, uma prática que desrespeita
o direito dos outros e que se alimenta, muitas vezes, da mentira,
do suborno, do tráfico de influência, enfim, da corrupção.
No Brasil, infelizmente, essa prática parece ter-se disseminado de tal
maneira que pessoas que procuram agir corretamente, que obedecem
às leis, são frequentemente chamadas de tolas ou ingênuas
pela turma do “rouba, mas faz” e assemelhados, numa lamentável
inversão de valores.
A atitude de ganhar sempre, a qualquer preço, precisa ser combatida pelas
autoridades e por todas as pessoas de bem, em todas as frentes,
objetivando eliminá-la definitivamente do caráter social brasileiro.
É necessário, por exemplo, estabelecer-se uma legislação específica que
contemple punições exemplares que desestimulem a corrupção
– expressão máxima da “Lei de Gerson” – em todas as áreas
de atividade, quer nos níveis governamentais ou na iniciativa
privada.
O sentimento de impunidade que grassa em toda a sociedade somente será
revertido se o trabalho que vem fazendo nesse sentido a Polícia
Federal, em conjunto com o Ministério Público e o Judiciário, continuar, e
para isso é preciso que todos manifestem a eles o seu apoio,
desde o cidadão comum, sindicatos, associações de classe,
imprensa, entidades religiosas etc.
A longo prazo, cabe às famílias um importante papel nessa
campanha: ensinar seus filhos, desde cedo, o respeito às leis
e às normas de cidadania.
A pessoa que avança com seu carro pelo acostamento, que fura a fila, que
joga lata de cerveja fora pela janela do carro, que é adepto
de “levar vantagem em tudo”, dá um péssimo exemplo para os
seus e certamente não contribui para um convívio mais humano
e respeitoso entre as pessoas.
Autor: João
André.